
Basta uma rápida pesquisa no Wikipedia para conferir o potencial da Noruega. Os caras são considerados o país mais rico do mundo, tem uma reserva de capital per capita maior do que qualquer outra nação, é o país mais caro da europa, em 2009 foi considerado o melhor país do mundo para se viver – segundo a ONU, e o zario todo, mas, como para voar até lá pela Ryanair custa apenas 18 euros, vamo awe, né?!
Desembarcamos em Oslo, capital da Noruega. Como de costume a Ryanair nos deixou em um aeroporto super longe da cidade (rapadura é doce, mas não é mole). E logo de cara começamos a sentir a pressão de estar num dos países mais caros do mundo – 50 euricos para ir e voltar do aeroporto para o centro de Oslo. É eu sei, isso é barato pra porra, ainda mais se vc vir a qualidade do trem e a vista da viagem de 50 min. Mas é que brasileiro adora chorar mesmo.



Saltamos na estação central de Oslo e de cara fiquei impressionado com a quantidade de homeless, bêbados e drogados que rodeiam aquele local. O oposto de Bruno que sentiu-se em casa. Para minha sorte e frustação dele, os caras só ficavam por ali pela estação mesmo.
Cidade Modelo
À caminho do nosso hostel percebemos o quanto a cidade é limpa e organizada. Como as pessoas são educadas e como o serviço público funciona perfeitamente bem. Tão bem que é até chato de vez em quando. Dá uma vontade danada de ver eles dando uma informação errada, um semáforo quebrado, um ponto turístico em obras, mas não tem jeito, os caras não vacilam.

Parada informa quanto tempo falta para o ônibus chegar.
Riqueza
Eu lembro que vi na França, na Champs-Élysées, um camarada que parecia um índio. Ele estava jantando com uma mulher que merecia a companhia de Richard Gere, Brad Pitt ou Fábio Jr. Mas ela estava lá num restaurante finíssimo com o seu índio de estimação (ele batia na cintura dela). Pensei, puta que pariu, esse cara deve ser muito rico.
Mas na Noruega, a riqueza é diferente. O pessoal parece que nasce, cresce, reproduz e morre rico. O povo tem cara e jeito de rico. As ruas inspiram riqueza. As casas, nada de muito luxo, apenas riqueza, no sentido mais puro da palavra.



Mas o lugar é caro mesmo?
Não, não é lenda tudo que falam a respeito de Oslo. Tudo é mais caro pelas bandas de lá.
Alguns exemplos: passagem única de ônibus – 4 euros
Pint de cerveja – de 7 a 13 euros
Meal no Burger King – 8 euros
Diária no hostel – 50 euros (acho que é possível encontrar mais barato, nesse caso)
Vale ressaltar também que a moeda de lá não é euro e você tem dificuldade para encontrar estabelecimentos comerciais que aceitem a moeda mais conhecida da europa. Lá, eles utilizam o Krone.

Uma experiência do caralho
Estávamos lá eu e bruno no Vigeland Park, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade de Oslo. Além de ser um parque como qualquer outro na europa, o Vigeland abriga uma exposição de arte chamada ”Condição humana” de Gistav Vigeland que retrata pessoas em cenas comum. Vale a pena conferir.



Ok. Estávamos lá no parque curtindo as esculturas do Sr. Vigeland quando de repente escutamos uma guitarra afinando. Tratava-se de um festival de rock que ia ter ali do lado do parque. Embora dinheiro fosse uma coisa escassa naquele momento, fomos lá conferir quanto era a entrada. Quanto? 200 euros. Quantooooooooooo??
Pois é, tiramos rapidinho o cavalinho da chuva, mas de repente vimos uma fila se formando. Uma fila diferenciada que não parecia ser a galera que tinha comprado os tickets do festival. Entramos nela. Logo depois de trocar uma idéia com um dos componentes dela, descobrimos que ali eram os voluntários do festival que tinham sido selecionados há aproximadamente 20 dias antes. Demos uma de doido e continuamos na fila. O resultado vocês podem conferir abaixo:


