My Intercâmbio – A new culture of life

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Pessoal, gostei tanto da experiência do intercâmbio que decidi fazer disso um projeto de vida: além de intercambista, a partir de agora, ajudo pessoas a se tornarem intercambistas também. É isso mesmo, montei uma agência de intercâmbio e gostaria de convidar vocês a seguirem nossa fan page no facebook clicando aqui e nos acompaharem no Instagram através do perfil @myintercambio.😉

Caso você tenha necessidade, mande um e-mail para thiago.nascimento@myintercambio.com.br com suas dúvidas que farei o possível para lhe ajudar.

Abraços e Keep Inspiring!

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Se arrependimento matasse eu viveria mais uns 100 anos

Esse título não é meu. Li em algum lugar há algum tempo, mas desde lá decidi que seria o título do último post deste blog.

De fato, viver uma experiência fora do país natal não é nada fácil: senti muita falta da minha família, dos meus amigos, da minha casa, do meu bairro, da praia de boa viagem, das ostras, da macaxeira com carne de charque, dos mercados do recife, de tomar uma em um barzinho simples e aconchegante, de dirigir pelas pontes do recife, de sambar, de chamar uma negrinha desenrolada pra dançar um brega, do espetinho te teresa, da comida da minha avó e de várias outras coisas que eu sempre considerei banais, mas que depois de 11 meses longe de casa percebi que são importantíssimas para mim.

Sair da zona de conforto foi uma das experiências mais difíceis da minha vida, pois eu sempre estive rodeado de pessoas que desejam o meu bem e, de repente, por muitas vezes, me senti sozinho. Porém, sem dúvida, esta foi a experiência mais rica, interessante e inspiradora que este cidadão que vos fala já viveu. Conhecer e conviver com pessoas dos quatro cantos do mundo com hábitos e culturas completamente diferentes dos seus é fantástico. Trabalhar em um subemprego é cansativo, mas enriquecedor se você estiver com os sentidos e a cabeça aberta para extrair tudo de bom que ele tem a lhe oferecer. Ter contato com idéias, conceitos e maneiras de enxergar a vida que você jamais pensou que existisse é inspirador.

Hoje é sexta-feira, 03 de dezembro de 2010, estou blogando de um dos meus lugares preferidos em Dublin (Starbucks da Grafton Street) e quero registrar que tudo valeu muito a pena. Estou indo ao brazil em dois dias com as lembranças inapagáveis de centenas de pessoas, 14 países e o principal: a certeza de ter me tornado um ser humano melhor.

Caso você tenha necessidade, mande um e-mail para thiago.nascimento@myintercambio.com.br com suas dúvidas que farei o possível para lhe ajudar.

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O Brasil que nos envergonha

Não posso reclamar da experiência de dizer que sou brasileiro aos que não são. Posso facilmente afirmar que em 95% dos casos a recepção dos gringos são sempre positivas. O I’m brazilian geralmente vem acompanhado de um UAU! QUE BACANA! QUERO MUITO TER A OPORTUNIDADE DE CONHECER O BRASIL EM BREVE! Ou coisas do tipo.

Mas ontem, aconteceu um caso atípico: conheci uma irlandesa de uns 35 anos aproximadamente e ao responder a sua pergunta dizendo que era brasileiro ela me falou que esteve em nosso país no ano passado e NUNCA MAIS voltará lá. Ela foi ao Rio de Janeiro, ficou hospedada em Copacabana e me disse que TODOS OS TURISTAS que estavam hospedados em seu hotel, inclusive ela, foram assaltados na orla de Copacabana. Achei que ela estava exagerando, mas quando lembrei que no primeiro dia que pisei no RJ, há alguns anos atrás, presenciei um assalto na mesma praia, aceitei que tratava-se de uma situação totalmente provável.

Tentei explicar o inexplicável falando aquelas asneiras que é recomendável você está na companhia de um brasileiro que conhece a cidade e que no caso do RJ é bom concentrar-se na zona sul, nas praias de Ipanema e Leblon. Mas nada convencia a moça. De fato, experiências são bem mais marcantes que palavras e não seria meia hora de conversa que resolveria um trauma.

Por outro lado, uma hora depois, às 4 da manhã, estava eu andando pelas ruas frias e desertas da cidade desta moça, voltando pra casa, com uma mochila que continha 2 mil euros em equipamentos. E pra ser honesto, só atentei para a isso (mochila + madrugada + deserto = perigo) porque estou escrevendo esse post.

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Oktoberfest, Munich

Nos dias 03 e 04 de outubro de 2010, eu e mais alguns amigos estivemos na linda, na gostosa, na encantadora, na deliciosa OKTOBERFEST DE MUNIQUE!
Eu nunca tinha ido a nenhuma Oktoberfest até então. Acho que por isso mesmo tudo foi muito deslumbrante pois eu não fazia idéia do que me esperava, a não ser os canecões de cerveja, é claro.

Ao chegar em munique, ao sul da alemanha, me deparei com uma festa familiar, cultural, divertidíssima, recheada de gente bonita de todo o mundo e simplesmente fantástica para quem curte uma boa cerveja.

Funciona assim: existe um parque bem normalzinho com roda gigante, montanha russa, casa do terror, etc. Um monte de barracas vendendo comidas típicas e várias tendas gigantes. Cada tenda dessa é produzida e administrada por uma marca de cerveja. Dentro das tendas o bicho literalmente pega. Ficamos na tenda da Paulaner. Simplesmente demais. Todo mundo em cima das mesas dancando freneticamente, as loiras mais lindas do mundo nos ensinando a falar sacanagens em alemao, canecao de 1 litro na mao e meio mundo de coisas boas a mais que eu sou incapaz de descrever aqui.

Ano que vem tem mais, galera. Anota o site aí e fica ligado: http://www.oktoberfest.de/en/

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05 loucos em Galway

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Oslo – Noruega

Basta uma rápida pesquisa no Wikipedia para conferir o potencial da Noruega. Os caras são considerados o país mais rico do mundo, tem uma reserva de capital per capita maior do que qualquer outra nação, é o país mais caro da europa, em 2009 foi considerado o melhor país do mundo para se viver – segundo a ONU, e o zario todo, mas, como para voar até lá pela Ryanair custa apenas 18 euros, vamo awe, né?!

Desembarcamos em Oslo, capital da Noruega. Como de costume a Ryanair nos deixou em um aeroporto super longe da cidade (rapadura é doce, mas não é mole). E logo de cara começamos a sentir a pressão de estar num dos países mais caros do mundo – 50 euricos para ir e voltar do aeroporto para o centro de Oslo. É eu sei, isso é barato pra porra, ainda mais se vc vir a qualidade do trem e a vista da viagem de 50 min. Mas é que brasileiro adora chorar mesmo.😉

Saltamos na estação central de Oslo e de cara fiquei impressionado com a quantidade de homeless, bêbados e drogados que rodeiam aquele local. O oposto de Bruno que sentiu-se em casa. Para minha sorte e frustação dele, os caras só ficavam por ali pela estação mesmo.

Cidade Modelo

À caminho do nosso hostel percebemos o quanto a cidade é limpa e organizada. Como as pessoas são educadas e como o serviço público funciona perfeitamente bem. Tão bem que é até chato de vez em quando. Dá uma vontade danada de ver eles dando uma informação errada, um semáforo quebrado, um ponto turístico em obras, mas não tem jeito, os caras não vacilam.

Parada informa quanto tempo falta para o ônibus chegar.

Riqueza

Eu lembro que vi na França, na Champs-Élysées, um camarada que parecia um índio. Ele estava jantando com uma mulher que merecia a companhia de Richard Gere, Brad Pitt ou Fábio Jr. Mas ela estava lá num restaurante finíssimo com o seu índio de estimação (ele batia na cintura dela). Pensei, puta que pariu, esse cara deve ser muito rico.

Mas na Noruega, a riqueza é diferente. O pessoal parece que nasce, cresce, reproduz e morre rico. O povo tem cara e jeito de rico. As ruas inspiram riqueza. As casas, nada de muito luxo, apenas riqueza, no sentido mais puro da palavra.

Mas o lugar é caro mesmo?

Não, não é lenda tudo que falam a respeito de Oslo. Tudo é mais caro pelas bandas de lá.

Alguns exemplos: passagem única de ônibus – 4 euros
Pint de cerveja – de 7 a 13 euros
Meal no Burger King – 8 euros
Diária no hostel – 50 euros (acho que é possível encontrar mais barato, nesse caso)

Vale ressaltar também que a moeda de lá não é euro e você tem dificuldade para encontrar estabelecimentos comerciais que aceitem a moeda mais conhecida da europa. Lá, eles utilizam o Krone.

Uma experiência do caralho

Estávamos lá eu e bruno no Vigeland Park, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade de Oslo. Além de ser um parque como qualquer outro na europa, o Vigeland abriga uma exposição de arte chamada ”Condição humana” de Gistav Vigeland que retrata pessoas em cenas comum. Vale a pena conferir.

Ok. Estávamos lá no parque curtindo as esculturas do Sr. Vigeland quando de repente escutamos uma guitarra afinando. Tratava-se de um festival de rock que ia ter ali do lado do parque. Embora dinheiro fosse uma coisa escassa naquele momento, fomos lá conferir quanto era a entrada. Quanto? 200 euros. Quantooooooooooo??

Pois é, tiramos rapidinho o cavalinho da chuva, mas de repente vimos uma fila se formando. Uma fila diferenciada que não parecia ser a galera que tinha comprado os tickets do festival. Entramos nela. Logo depois de trocar uma idéia com um dos componentes dela, descobrimos que ali eram os voluntários do festival que tinham sido selecionados há aproximadamente 20 dias antes. Demos uma de doido e continuamos na fila. O resultado vocês podem conferir abaixo:

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Um dos maiores aprendizados que estou tendo morando na europa

Morar uma temporada em um país totalmente diferente daquele do qual você foi criado lhe traz muitos ensinamentos. Mas alguns deles são especiais devido à ruptura que eles causam em todos aqueles conceitos que você passou a vida inteira absorvendo (na maioria das vezes indiretamente) e cultivando.

Eu estou falando sobre classe social, dinheiro, status, emprego e acessibilidade (nesse caso, aquilo que o seu dinheiro lhe permite comprar).

Ninguém sabem quem é rico ou quem é pobre

Tirando os homeless (moradores de rua), é difícil você distinguir quem é rico e quem é pobre na Irlanda. Isso porque em geral você julga a riqueza dos outros pela quantidade/qualidade dos seus pertences materiais, e aqui, meu amigo, quase todo mundo pode ter quase tudo que quiser. Independente da sua profissão.

Acessibilidade financeira

Médico, carpinteiro, professor, garçom, jornalista, whatever. Todos esses profissionais podem pagar uma faculdade, vestir as melhores marcas do mundo, viajar para diversos países, ter aquele celular de última geração, andar de BMW e frequentar excelentes lugares na cidade. É totalmente impossível de imaginar isso no Brasil, mas isso é realidade aqui na Irlanda. O dinheiro que você ganha (+) e os preços das coisas (-) lhe fazem ter acesso a quase tudo que você deseja.

Status e grupo social

Ter um bom emprego, frequentar bons lugares e fazer parte de um grupo social de destaque lhe traz status. “Me dizes com quem andas que te direi quem és”- já dizia um dos ditos populares mais famosos no Brasil. E, de fato, é visível que para parte da sociedade há uma necessidade latente de se andar com pessoas influentes. Na Irlanda, em contraponto, isso não faz muito sentido. Médicos podem (e são) amigos de garçons. Jogam futebol juntos e tomam Guinness no mesmo pub. Professores têm amigos íntimos que nunca pisaram numa faculdade, a não ser pra limpar a sala de aula. E eles jogam futebol juntos e tomam Guinness no mesmo pub, da mesma forma.

Obs.: Esse post não tem a pretensão de dizer qual país é melhor ou pior para se viver, até porque esse é apenas um dos aspectos que se deve levar em consideração. A idéia aqui é apenas apresentar as diferenças culturais.

Tirem as suas próprias conclusões porque a minha, sinceramente, ainda não está definida. =D

Abraços.

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